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30 de nov. de 2009

Rifa-se mais uma vez o futuro do Brasil

Dalton F. Dos Santos* / Soberania.org - 03/11/09


O pré sal e o futuro do Brasil depende da luta do povo nas ruas contra o novo projeto de entrega do governo Lula
“Rifa-se mais uma vez o futuro do Brasil”

Veja o retrato 3X4 do novo projeto de entrega do governo Lula. Nada

diferente do que ocorre no Equador e demais países das Américas Central
e Sul. No congresso nacional, em Brasília, o governo Lula negocia os
ajustes nas propostas de entrega das reservas de petróleo do Brasil
para as Big Oil.





De 2001 a 2007, as cinco das principais Big Oil –ExxonMobil, Shell,
British Petroleum, Chevron e Conoco Philips– tiveram lucro de US$ 519
bilhões. Aqui no
Brasil, todas elas, e outras, estão associadas à Petrobras que é hoje uma das
grandes transnacionais do mundo, já incorporada ao grupo das Big Oil.
Pois, apenas 32% das ações da Petrobras pertencem à União, e que
ficarão ainda mais diluídas com a
capitalização da Petrobras.
A capitalização da Petrobras será feita com 5,0 bilhões de barris de
petróleo retirados do povo brasileiro para beneficiar a burguesia
nacional e internacional.


Em termos apenas de reservas petrolíferas mundiais, as Big Oil estão no
Vermelho. Elas têm sob seu poder somente 7% das reservas mundiais de
petróleo. Enquanto que sob o domínio e controle estatal o percentual da
reserva global de petróleo é de mais de 77%. As Big Oil passam a ficar
no azul aqui no Brasil, onde só do
Campo de Azulão,
localizado na bacia de Santos, 80% pertence à ExxonMobil e Hess
(Estados Unidos), e 20% é da Petrobras (Brasil). O campo de Azulão que
é parte de um conjunto de campos numa mega estrutura geológica do tipo
Ghawar, Arábia Saudita, pode ter até 12 bilhões de barris de petróleo.
Essa colossal estrutura é o filé mignon do pré sal ultraprofundo do
Brasil.

Todas as alternativas buscadas até agora pelos governos dos Estados democráticos burgueses caminham no sentido de encontrar saídas para o capitalismo e sustentação dos
mercados financeiros ao redor do mundo. A nossa palavra de ordem é a
busca da solução para a humanidade (não para o capitalismo).








Pois, quanto mais cresce a renda petroleira das Big Oil e das empresas
estatais, cada vez maior fica instalada a miséria no planeta Terra. A
crise social global é estabelecida e agravada pelo crescimento
econômico do capitalismo imperialista mundial. Simultaneamente, o
crescimento do consumo de combustíveis fósseis cresce a crise
ambiental.

E é neste quadro que
o governo Lula pretende manter o modelo de regime de concessão de FHC
para garantir o domínio e o controle das Big Oil sobre as reservas de
petróleo do Brasil. Quem estabeleceu as concessões das reservas de
petróleo do Brasil para as Big Oil foi a lei 9.478.97 de FHC.

A lei 9.478.97 de FHC que permanece no governo Lula, determina que a
participação da União no produto da lavra é menor do que a metade da
média mundial, que é 84%, contra zero% a 45% no Brasil. Os países da
OPEP, por exemplo, não abrem mão de 90% de suas participações no
produto da lavra.

Acontece que 29% do filé mignon do pré sal ultraprofundo já está sob o
domínio e o controle das Big Oil. E fora do pré sal ultraprofundo já
foi leiloado 9%, totalizando 38% das 24 bacias sedimentares do Brasil.
Esse é o real motivo da permanência do modelo de regime de concessão,
estabelecido pela lei 9.478.97 de FHC, no novo projeto de entrega do
governo Lula. O governo Lula apenas acrescenta o modelo de regime de
partilha.


  • No modelo de partilha de produção, o petróleo retirado de um bloco é
    dividido entre o chamado “custo óleo”, que remunera todos os custos das
    empresas do consórcio, e o “lucro óleo”, que é dividido entre as
    empresas e a União. O governo já disse que escolherá para cada bloco as
    empresas que oferecerem a maior parcela do “lucro óleo” à União, com a
    Petrobras tendo obrigatoriamente 30% de todos os blocos. 





O funcionamento da concessão e da partilha é como fatiar uma pizza. A
maior fatia, metade da pizza (65%), é das Big Oil –ExxonMobil, Hess,
Shell, BP, Chevron, Conoco Philips e outras (44%) e Petrobras (21%).
Outra fatia (cerca de 20%) é para o custo de extração que será
ressarcido com o lucro óleo. E o menor pedaço da pizza (15%) é a parte
da União.

Capitalização da Petrobras
Segundo a avaliação de reserva da USGS em 2001, a bacia de Santos
contém 41.761 bilhões de barris de óleo equivalente (bboe). Ou seja,
48% do total (ainda para achar - 87.285 bboe) do Brasil.

O novo projeto de entrega do governo Lula é para todo o conjunto
constituído de 24 bacias sedimentares do Brasil, Vai funcionar para
todos os pré e pós sais terrestres e de águas rasas, profundas e
ultraprofundas.

A previsão de extração da Petrobras até 2020 é de 13,3 bboe que
representa 15% da reserva total ainda para achar calculada pela USGS em
2001. “Coincidentemente”, os 5,0 bilhões de barris de petróleo para
capitalizar a Petrobras correspondem a 6% da reserva total calculada
pela USGS ainda para achar, totalizando 21%.

De toda a área do pré sal ultraprofundo, 29% já foi leiloada. Sobra,
por tanto, 71%. E 30% de 71% é 21%, completado com os 5,0 bilhões de
barris de petróleo que serão usados para capitalizar a Petrobras.




Royalty significa superávit gordo e social magro



Conforme as propostas apresentadas, a batalha do governo Lula é para
acelerar a entrega do petróleo da bacia de Santos para as Big Oil.



Fonte: Governo
Como o modelo de regime de concessão, estabelecido pela lei 9.478.97 de
FHC, permanece, os royalties continuarão sendo distribuídos. Nada mais
precisa ser acrescentado. Esse é o retrato 3X4 do novo projeto de
entrega do governo Lula.
Logo,
o fortalecimento da Campanha Todo o Petróleo tem que ser do povo
brasileiro e Petrobras 100% Estatal é uma necessidade urgente.

[*] Dalton Francisco Dos Santos / Geólogo e Diretor do Sindipetro de Alagoas e Sergipe (ALSE), Brasil / Email: santos240@gmail.com






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7 de out. de 2009

A opinião de Dalton F. dos Santos

A capitalização da Petrobras significa a montagem da maior das fraudes contra o povo oprimido e os trabalhadores do Brasil.


por Dalton F. Dos Santos* / Soberania.org - 05/10/09



O  patrimônio da Petrobras, calculado pelo governo, é R$ 312 bilhões. Deste total, um terço (R$ 100,5 bilhões); ou seja, 32,21% das ações da Petrobras pertencem a União. Ao BNDES, Previ e FGTS cabem 13,27% (R$ 41,1 bilhões) das ações da Petrobras. A maior fatia, 54,62% (R$ 170,4
bilhões) está nos cofres das burguesias nacional e internacional. 

O discurso do governo Lula afirma que é preciso tornar forte a Petrobras. Logo, é necessário capitalizá-la. E para tornar ainda mais forte a Petrobras, R$ 100 bilhões serão lastreados com 5 bilhões de barris de petróleo do povo brasileiro.

Desde 2005 que o preço médio do barril de petróleo é US$ 70. Então, 5 bilhões de barris de petróleo valem hoje US$ 350 bilhões. E R$ 100 bilhões valem hoje US$ 55,5 bilhões.

No final dessa manobra, das mais fraudulentas, sobram US$ 294,5 bilhões. A miséria do povo brasileiro é quem vai bancar as obras faraônicas do projeto IIRSA, apelidado de PAC, aqui no
Brasil. Assim, fica comprovado que o projeto IIRSA, ou PAC, tem como única finalidade transformar o continente latino americano e caribenho numa enorme ilha de escravidão. E o governo Lula é peça chave no desenvolvimento dessa estratégia imperialista. Aproveita do crédito do pré sal ultraprofundo para endividar ainda mais o povo brasileiro.

A humanidade vive hoje a época do maior desenvolvimento das artes tecnológicas. Todavia, a qualidade de vida para a imensa maioria da humanidade piora, porque a época atual é de decadência e empobrecimento cada vez maiores da sociedade humana. 

Vivemos a época de concessões apenas para a burguesia internacional dadas pelas burguesias nacionais de países fornecedores de matéria prima, cujos governos também de frentes populares servem aos interesses do imperialismo capitalista. 

A destruição da espécie humana, da natureza e de todas as forças produtivas da humanidade será de forma massiva. 

É isso que justifica a permanência do modelo de regime de concessão,  estabelecido pela lei 9.478.97 de FHC, no novo marco regulatório do governo Lula.


[*] Dalton Francisco Dos Santos / Geólogo e Diretor do Sindipetro de Alagoas e Sergipe (ALSE), Brasil / Email:santos240@gmail.com


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6 de out. de 2009

A opinião de Fernando Henrique Cardoso* sobre o pré-sal

copiado sem autorização do ZeroHora.

Petróleo novamente
Pela terceira vez escrevo nesta coluna sobre a questão do petróleo. Não é para menos: trata-se de recurso fundamental que de riqueza virtual pode se tornar em uma das molas de nosso desenvolvimento futuro.

A chamada Lei do Petróleo, de 1997, preservou o monopólio da União sobre o subsolo, mas autorizou a concessão da exploração, distribuição, refino e transporte do petróleo e seus derivados a empresas privadas, além da Petrobras, que antes detinha a exclusividade das operações nessas áreas. Para regular o setor, criou-se a Agência Nacional de Petróleo (ANP). No mesmo arcabouço aparece o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão de assessoramento da Presidência da República. Esse marco institucional, o governo determina o ritmo da abertura de novas áreas de exploração. Outro aspecto importante da legislação atual é a existência de critérios que, nos leilões, favorecem as empresas que se comprometem a comprar produtos nacionais para os projetos de exploração.

É muito bem-sucedida a experiência de mais de 10 anos de funcionamento desse modelo. Em 1993, produzíamos 693 mil barris de petróleo por dia; em 2002, alcançamos 1,5 milhão de barris; em 2009, atingimos 2 milhões de barris. O maior salto na produção se deu entre 1997 e 2002. Os recursos obtidos pela União foram substanciais e muito maiores do que os dividendos distribuídos aos acionistas privados. A União recebeu em 1999, como pagamento de bônus de assinatura, royalties ou participações especiais, cerca de R$ 2 bilhões. Em 2007, foram mais de R$ 17 bilhões, a maior parte deles decorrentes de participações especiais, passíveis de serem aumentadas por um simples decreto.

Então, por que mudar o regime agora? O tema de fato requer discussão, dado o novo balanço de riscos presumíveis (menores) e receitas esperadas (maiores) que o pré-sal apresenta.

Há um ponto a respeito do qual parece haver convergência: sendo vultosa a renda adicional a ser gerada pela exploração do pré-sal, grande parte dela em dólar, é prudente criar-se um Fundo Soberano. Isso, para minimizar dois efeitos negativos: um gasto indiscriminado que impedisse as gerações futuras de se beneficiar dos frutos de uma riqueza natural comum; e uma valorização enorme do real, em detrimento da competitividade de nossa economia, em geral, e da indústria e das exportações, afora o petróleo, em particular.

O melhor é fazer no Brasil algo nos moldes do que faz a Noruega, com o seu Fundo Soberano. Aqui, por que não deixar sua gestão em mãos do Tesouro Nacional e do Banco Central, que possuem equipes altamente especializadas, sob a supervisão de um pequeno grupo de pessoas designadas pelo presidente e aprovadas pelo Senado, que prestassem contas anuais ao Congresso e ao TCU? A legislação relativa ao fundo poderia prever a destinação de suas receitas financeiras para a área da educação, em especial pesquisas para o avanço científico e tecnológico, particularmente em energias limpas e tecnologias poupadoras de gás carbônico.

Não é por aí, porém, que vai o projeto do governo. Para a gestão do fundo, a proposta cria um conselho com pessoas nomeadas pelo presidente da República. Submetido ao Executivo, sem regras claras, o fundo poderá aplicar seus recursos em ativos no Brasil ou no Exterior, recursos que poderão acabar por alimentar os orçamentos anuais e plurianuais da União, o que abre espaço à ingerência política na sua destinação. Não é este seguramente o modelo norueguês.

O risco maior de politização, todavia, está na criação de uma nova empresa estatal, a Petro-Sal, diretamente subordinada ao Ministério de Minas e Energia. Será o ministério que indicará ao Conselho Nacional de Política Energética as áreas nas quais se aplicará o regime de partilha (mesmo fora do pré-sal). Será o ministério também que indicará a direção executiva da nova empresa. À Petro-Sal caberá a presidência do comitê gestor que supervisionará cada projeto de exploração, sob o regime de partilha. Em suma, o novo arranjo reduz ao mínimo o papel da ANP, cria uma outra estatal, sem que se saiba de onde virá a sua competência técnica, e dá muitos poderes ao Ministério de Minas e Energia.

À Petrobras são reservados 30% de participação mínima obrigatória em qualquer consórcio, bem como o status de operadora única dos campos do pré-sal. Com isso, força-se a empresa a fazer investimentos que podem não lhe convir (uma das razões pelas quais a União busca tortuosamente capitalizá-la), fecha-se o espaço à maior participação privada e ampliam-se os incentivos a relações privilegiadas entre fornecedores e a estatal.

E a partilha? Como os custos de operação serão ressarcidos pelo governo, não afetando o lucro operacional das empresas, que dependerá exclusivamente do volume da produção e do preço do barril in natura comprado pelo governo, haverá menor incentivo à eficiência nos projetos de exploração. Haverá ainda, na melhor hipótese, uma tensão permanente entre o comitê gestor dos projetos, de um lado, interessado no menor custo de produção possível, e as empresas (inclusive a Petrobras), de outro, não necessariamente interessadas. Ainda assim, admitindo que a partilha resulte em maior renda para o Tesouro, o que ainda não ficou provado, resta o problema da comercialização dos barris in natura pelo governo, mais um ponto de potenciais imbróglios político-empresariais.

Conclusão: sobram aspectos pouco claros no projeto, sobretudo quanto às suas consequências, e falta ainda debate profundo e prolongado para que possamos aprovar, com convicção e tranquilidade, uma lei que pretende alterar um regime de exploração até hoje vitorioso. É preciso discutir mais e melhor, no Congresso e na sociedade.

*Ex-presidente da República

Informações sobre o pré-sal




O novo marco regulatório vale para as 24 bacias sedimentares do Brasil. E a lei 9.478.97 de FHC permanece.

Pelos governos FHC e Lula, 38% das reservas do petróleo do Brasil já foram entregues para as
Big Oil. Do pré sal ultaprofundo já entregaram 29% e de fora dele, 9%.

O filé Mignone do pré sal ultraprofundo está na bacia de Santos. O melhor pedaço do filé Mignone, o campo de Azulão, já foi entregue quase que totalmente as Big Oil ExxonMobil e Hess.





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5 de out. de 2009

A maldição do petróleo

Por Erich Decat, de Brasília

O Brasil vive hoje um grande dilema: definir o que será feito com as riquezas, de valores ainda inestimáveis, oriundas das reservas petrolíferas na camada do pré-sal. As jazidas, encontradas pela Petrobras, situadas a 7.000 metros abaixo da superfície do mar, se concentram entre o litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros de extensão por até 200 quilômetros de largura. O petróleo encontrado na região engloba três bacias sedimentares - Santos, Campos e Espírito Santo. O governo entende que, para atingir o objetivo, o atual modelo precisa ser inteiramente revisto. A maioria das cidades pequenas e médias que recebem anualmente milhões de reais por meio de royalties, por exemplo, apresenta baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É o que os especialistas chamam de "a maldição do petróleo".


Não há uma estimativa concreta do potencial do pré-sal. Os mais pessimistas falam em algo entre 30 bilhões e 50 bilhões de barris, o que elevaria em cerca de quatro vezes as reservas do País. Mas há quem diga que esse valor pode ser seis vezes maior. Segundo o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Newton Monteiro, o pré-sal pode guardar 338 bilhões de barris. Caso esse número se confirme, o Brasil poderá ser o maior detentor de reservas provadas do mundo. De acordo com os cálculos de Monteiro, se as estimativas estiverem corretas e considerando-se uma produção inicial de 1 milhão de barris por dia e 45 milhões de metros cúbicos de gás diários, o pré-sal poderá render mais de R$ 47 bilhões em arrecadação de royalties, participação especial e impostos, nos próximos 50 anos.


Diante dessa perspectiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a descoberta como "uma ponte direta entre riqueza natural e erradicação da pobreza". Mas, para que essa transformação, de fato, ocorra, as autoridades do setor, a classe política e a sociedade organizada têm pela frente o desafio de construir os alicerces dessa plataforma. No centro do debate está a necessidade de uma atualização do sistema regulatório de exploração de petróleo e gás do País. A necessidade de mudança se torna cada vez mais urgente, visto que as regras atuais incentivam a concentração das compensações financeiras pagas pelo uso das jazidas. As distorções dos repasses são reveladas no estudo Sobre Maldições e Bênçãos: é possível gerir recursos naturais de forma sustentável? Uma análise sobre os royalties e as compensações financeiras no Brasil, realizado pelos pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Bruno Cruz e Márcio Bruno Ribeiro.


continue a ler aqui
http://txtb.in/5dS

10 de set. de 2009

Vinte bases militares estadunidenses buscarão isolar a Venezuela do mundo

via Fundação Lauro Campos
Internacional
Manuel Alexis Rodríguez
Seg, 07 de setembro de 2009 14:06

Bases militares norte-americanas na Colômbia

Caracas, 17 Ago. ABN - Um total de treze (13) bases militares estadunidenses, localizadas estrategicamente em países aliados de Washington, rodeiam atualmente a Venezuela. Com o acordo em matéria de "cooperação e assistência técnica em defesa e segurança", que subescreverá nas próximas semanas Colômbia com Estados Unidos, e que permitirá a soldados norte-americanos usar sete novas bases militares na Colômbia, a cifra se incrementará a vinte (20).

Estados Unidos cercaram militarmente a Venezuela. Pelo norte - no Mar do Caribe -, tem bases em Cuba, Puerto Rico, Aruba e Curazao. Pelo noroeste - na América Central -, tem bases em El Salvador, Honduras e Costa Rica, ademais da Escola das Américas no Panamá. Pelo oeste, tem três bases aliadas na Colômbia - Arauca, Larandia e Tres Esquinas -e logo serão dez instalações militares. Pelo sul, EEUU maneja duas instalações no Peru e outra no Paraguai.

O único motivo pelo qual Estados Unidos não construiu bases militares a este da Venezuela é porque por desse lado Venezuela limita praticamente com o Oceano Atlântico.

América Central

Na República de El Salvador se encontra a Base Militar Comalapa, um posto de Operações Avançadas (FOL, por sua sigla em inglês) utilizado para o monitoramento por satélite da região e de apoio a outras bases. Seu pessoal tem acesso a portos, espaço aéreo e instalações governamentais.

Na República de Honduras está a Base Soto Cano, em Palmerola. É utilizada como como estação de radares, de apoio para treinamento e para missões de helicópteros que monitoram os céus e as águas da região; são chaves nas operações militares. Dali se gerou o golpe de Estado contra o presidente constitucional Manuel Zelaya.

Na Costa Rica, possui a Base Militar Liberia, que, ao localizar-se na parte continental da América Central, funciona como centro de operações durante negociaciones preliminares e confidenciais.

Enquanto que no Panamá, ainda que não possua uma Base Militar, funciona a Escola das Américas, atualmente denominada 'Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica', onde são treinados os mercenários estadunidenses.

América do Sul

Na Colômbia, os norte-americanos contam com três bases militares. A primeira delas é a Base Militar de Arauca, projetada para "combater" o narcotráfico na Colômbia, mas realmente utilizada como ponto estratégico para o monitoramento da zona petroleira, especialmente a da Venezuela. Outra instalação é a Base Militar em Larandia, que serve como base de helicópteros dos EEUU. Possui uma pista de aterrissagem para bombardeios B-52, uma capacidade operacional que ultrapassa o território colombiano e permite uma cobertura para ataques em quase todo o sul do continente. A terceira base na Colômbia é a Base Militar Tres Esquinas, que serve para operações terrestres, helitáticas e fluviais, ademais de haver-se convertido num ponto estratégico para ataques contra a guerrilla. Essa instalação é receptora permanente de armamentos, de logística e serve para o treinamento de tropas de combate.

A República do Peru tem dentro de seu território duas bases militares estadunidenses: Iquitos e Nanay. O governo diz que essas bases pertencem às forças armadas peruanas, mas foram construídas e são utilizadas por soldados estadunidenses, que operam na zona fluvial Nanay, na amazônia peruana.

Na República do Paraguai se encontra a Base Mariscal Estigarribia, desde maio do ano 2005 quando o governo dos Estados Unidos assinou um tratado com a admistração paraguaia para instalar a base militar na cidade de Mariscal Estigarribia, província de Boquerón, no chamado Chaco Paraguayo.

O Caribe

A principal, também a mais antiga, é a Base Naval de Guantânamo, localizada próximo de Santiago de Cuba, a cidade mais importante do país depois de La Habana. Foi construída en 1903 e abarca uma área de 117,6 quilômetros quadrados, entre terra firme, mar, água e pântano, além de delimitar uma linha de costa de 17,5 quilômetros.

Em Porto Rico, Estado Associado aos Estados Unidos, se localiza a Base de Vieques, uma ilha adjacente, com 35 quilômetros de comprimento. A base ocupa 70% do território da ilha. Anteriormente, nessa instalação operava o Comando Sul, agora localizado em Miami, mas é utilizada para operações especiais e como quartel regional do exército, da marinha, e das forças especiais.

Entretanto, há outras duas instalações, a Base Militar Reina Beatriz, em Aruba, e a Base Militar Hatos, em Curazao. São utilizadas para o monitoramento via satéçite e como apoio para o controle de vigilância do Mar do Caribe.

Sete bases

A decisão do Pentâgono, ministério da guerra dos Estados Unidos, de instalar novas bases em solo colombiano, surgiu no mesmo momento em que o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou a expulsão e o desalojamento da Base Militar e Aeronaval de Manta.

Essa instalação era o principal centro de espionagem eletrônico, com tecnología via satélite, do Pentágono na América do Sul e era utilizada como plataforma logística de inteligência militar para o desenvolvimento de operações coordenadas pelo Comando Sul.

A nova administração Obama considerou que a prioridade era buscar outro local que tivesse as mesmas características de Manta, e assim poder manter a cobertura aérea da região.

O Ministério da Defesa colombiano enumerou as bases: as aéreas serão Malambo, no departamento do Atlântico; Palanquero, em Cundinamarca; e Apiay, em Meta. As bases do Exército serão Tolemaida, em Cundinamarca; e Larandia, em Caquetá. E as navais serão as de Cartagena e Bahía Málaga, no departamento de Valle del Cauca.

De igual maneira, Estados Unidos tem pretensões de instalar, futuramente, quatro bases adicionais: uma em Alcântara, no Brasil; outra na zona de Chapare, na Bolívia; uma mais em Tolhuin, na província de Tierra de Fuego, na Argentina; e a última na zona conhecida como a tríplice fronteira, localizada na confluência das fronteiras entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Estados Unidos alega que todas essas bases militares são centros de operações táticas para apoiar o que eles denominam "segurança hemisférica", termo relacionado com a velha Doutrina de Segurança Nacional de primeiro isolar e em seguida acabar com qualquer governo contraposto aos intereses de Washington e do Pentágono como, por exemplo, o Governo Bolivariano da Venezuela.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

8 de set. de 2009

O Brasil fica rico e fica bélico



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CLARIN DIZ QUE COMPRAS MILITARES DO BRASIL TÊM RAÍZES HISTÓRICAS E SÃO PARA DEFENDER PRÉ-SAL!

1. Clarin é o jornal de maior circulação na Argentina, o dobro de circulação do jornal brasileiro que mais circula (Folha de SP), e é o núcleo do mais poderoso e influente grupo de comunicação do país.

2. (Clarin, 04/09) O Senado brasileiro autorizou Lula a gastar US$ 8.5 bilhões para comprar, na França, 5 submarinos, um deles nuclear, e 50 helicópteros. Lula antecipou ontem que poderia fechar um terceiro negócio com o presidente Nicolas Sarkozy, que visita Brasília. Trata-se da compra de 36 aviões caças por outros US$ 4 bilhões. A autorização dos recursos foi votada pelo Senado em tempo recorde de 48 horas. O financiamento para os submarinos vem de um consórcio de bancos franceses formado pelo BNP Paribas, pela Société Générale, pelo Calyon, o Credit Industriel et Comercial, o Natixis e o espanhol Santander.

3. Quando se lê a história da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, pode-se entender porque a insistência de contar com submarinos que patrulhem o extenso litoral atlântico. O Brasil entrou em guerra com o Eixo em janeiro de 1942. Foi Getúlio Vargas quem promoveu a ruptura da neutralidade a favor dos EUA, apesar da oposição de dois vizinhos importantes: Argentina e Chile; e dos generais brasileiros que sabiam que o Brasil não contava com o equipamento necessário para enfrentar à aliança Alemanha-Itália, que atuava no Atlântico. A promessa de ajuda do norte-americano Roosevelt demorou muito, e dezenas de cargueiros brasileiros foram afundados pela marinha alemã. As épocas são bem diferentes. E as necessidades também. Mas nas decisões militares há raízes históricas.

4. Hoje eles têm objetivos claros. Um deles é, justamente, se preservar de uma eventual atitude "invasora" sobre as enormes quantidades de petróleo (estimadas em no mínimo 14 bilhões de barris de petróleo cru da melhor qualidade), distribuídas pela costa que vai de São Paulo ao Espírito Santo. Neste quadro inclui-se o novo negócio em vista: os caça-bombardeiros. A preferência pela França não é uma questão de aliança geopolítica: para ambas as partes implica um negócio. Um caso é dinheiro e o outro é militar. Lula foi claro nas declarações prestadas à TV5 francesa, em entrevista exclusiva que disse que seu país, pelo tamanho que possui (e as constantes necessidades de defesa), pretende ter a mais avançada tecnologia armamentista. Isso só se faz com transferência de conhecimento.

* * *

BRASIL: MAIOR FORÇA NAVAL DA AMÉRICA LATINA!

(ESP, 07/09) Até 2020 o Brasil terá a maior e mais poderosa força naval da América Latina, equipada com submarinos, fragatas, navios leves, corvetas - um volume estimado em 35 unidades - além de mísseis de longo alcance, torpedos, aviões e helicópteros de tecnologia avançada. A expectativa é de que em dez anos o primeiro submarino de propulsão nuclear, com 100 metros e 6 mil toneladas, já esteja pronto, e também definido o cronograma de uma segunda unidade. Haverá uma 2ª Esquadra, na Foz do Amazonas. A 1ª EsQ fica no Rio. "A Marinha revitalizada será um grupamento articulado e orgânico, destinado a garantir a negação do uso do mar a presenças hostis, ilícitas, e a promover efeito dissuasivo. Não estamos interessados em projetar poder", diz o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

* * *

AÉCIO DIZ QUE PARTILHA NÃO SERÁ DECIDA NESTE GOVERNO!

(ESP, 07/09) ''Não é neste governo que decidiremos como ocorrerá a partilha dos royalties. Terá de ser superada no Congresso se não for por um entendimento entre os próprios governadores. É inconcebível que algo dessa importância, que pode pela primeira vez dar ao Brasil perspectiva de enfrentar problemas como o da educação e da saúde, sirva para aumentar o fosso que separa os Estados. Eu até compreendo as razões do Sérgio. Para ele é uma bandeira política e eu não questiono. Mas ele sabe que isso não ocorrerá sem uma negociação. Mas a questão é que isso não irá ocorrer antes da eleição, essa questão específica da partilha".

Até doidinhos, como eu, sabem ler o óbvio...



30 de mar. de 2009

Pico do Petróleo - vídeo 1

Você sabe por que o Brasil comprou quatro submarinos (um nuclear)?

Se eu fosse você, eu assistiria aos vídeos seguintes:



graças a Mendes 77