26 de jan. de 2009

A parábola do Joio e do Trigo


(Mateus, capítulo 13º, versículos 24 a 30, e 36 a 43)
Um semeador, durante todo o dia, semeou grãos de trigo no seu campo.
Ao por do sol voltou para casa, cansado, mas, feliz por haver realizado sua missão de trabalho. Se­meara trigo e estava contente porque aquele trigo seria, em breve, transformado em pão, para ali­mento de muita gente.
Porém, esse homem tinha um inimigo que inve­java suas plantações. O inimigo era mau e queria, a todo custo prejudicar as sementeiraS do fazendeiro.
Que farei?” — pensava o inimigo. E teve a idéia maldosa de semear pequenas pedras no campo de trigo; mas, poderiam ser retiradas e seu ódio não ficaria satisfeito. Resolveu, então, semear joio onde o trigo havia sido semeado. Foi esse o plano maldoso do inimigo do semeador.
O joio é uma planta muito parecida com o trigo, mas, não serve para a alimentação do homem, po­dendo até envenená-lo. Eis porque o inimigo do fa­zendeiro quis fazer a mistura do joio com o trigo no campo, visando prejudicar a colheita e causar males aos que se alimentassem do produto daquele campo.
O inimigo fez o que pensou. Durante a noite, enquanto o fazendeiro e seus trabalhadores dormiam, o homem maldoso entrou no campo e semeou joio no meio do trigal. Completada sua obra de ódio e ruindade, ele se retirou, cuidadosamente.
Algum tempo depois, quando as espigas de trigo já surgiam no campo, apareceu também o joio.
Então, os trabalhadores foram dizer ao fazen­deiro o que haviam visto no campo:
Senhor, não semeaste no campo somente boas sementes? Por que, então, está nascendo joio no tri­gal?
O fazendeiro já havia descoberto tudo e respon­deu aos servidores:
Foi um inimigo que fez isso...
Os trabalhadores lhe perguntaram:
Senhor, queres que vamos, agora mesmo, arrancar o joio?
O senhor, porém, lhes respondeu com uma expli­cação:
- Não é possível fazer isso agora. Vocês sabem que o joio é muito parecido com o trigo.
Se vocês quiserem arrancar o joio, que foi plantado junto com o bom grão, arrancarão também o trigo, pois as raizes de ambos muitas vezes se entrelaçam. Deixem que cresçam juntos o joio e o trigo. Na época da ceifa, eu direi aos ceifeiros que colham primeiro o joio e o atem em feixes para queimá-lo; e depois juntem o trigo no meu celeiro.


*


Esta Parábola do Joio e do Trigo, Jesus a contou ao povo da Galiléia. Seus discípulos estavam presen­tes, mas, não a entenderam. Quando Jesus chegou àcasa de Simão Pedro, os discípulos lhe pediram que lhes explicasse a parábola.
E o Divino Mestre interpretou-a com muita sim­plicidade.
Que você, meu querido menino, preste atenção para entendê-la também. Eis a explicação de Jesus:
O Semeador, é Ele mesmo, Jesus, que semeia a boa semente.
O campo é o mundo, Terra onde vivemos.
A boa semente são os filhos do Reino, isto é, são as almas que ouvem o Evangelho e fazem todos os esforços para compreendê-lo e praticá-lo.
O joio são os filhos do Maligno, o que quer dizer, as almas que não querem ouvir as leis divinas nem as cumprir, mas, buscam os maus caminhos do vicio, da maldade e do pecado.
O inimigo, que semeou o joio, é o Diabo, palavra que traduz as Forças do Mal, os Espíritos das Trevas, que lutam contra a obra de Jesus, induzindo as almas ao crime, ao pecado e à injustiça.
A ceifa é o fim do mundo, isto é, a época da regeneração da Terra, quando o nosso planeta dei­xar de ser um mundo de expiação e de provas para ser elevado à categoria de mundo de regeneração, com o surgimento do Reinado de Jesus entre os homens.
Os ceifeiros são os anjos. A palavra anjo quer dizer mensageiro. Os ceifeiros serão os Mensageiros da Luz, verdadeiros chefes invisíveis da humanida­de; são os Grandes Espíritos que, em nome de Deus, dirigem os nossos destinos e vão presidir a trans­formação do mundo.
Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será também na época da Grande Regenera­ção em nosso mundo. Haverá uma verdadeira sepa­ração das almas obedientes das rebeldes. Os que desejam sinceramente o caminho do Bem e da Jus­tiça serão distanciados daqueles que, por gosto próprio, preferem o caminho da maldade e da injus­tiça.
Os Grandes Espíritos presidirão a essa separa­ção, que não está longe de ser feita. Todos os que cometem escândalos, maldades, injustiças serão des­tinados aos mundos inferiores, onde serão purifica­dos pelo fogo da dor e da expiação. Nesses mundos inferiores (que são o inferno de que fala o Evan­gelho), as almas rebeldes sofrem imensamente. Mais tarde, você vai ler os livros de André Luiz, psico­grafados por Francisco Cândido Xavier, e verá como é triste o destino das almas que se colocam contra as leis de Deus.
Outro, bem diferente, é o destino dos justos, das almas obedientes e fiéis. Disse Jesus: “Elas brilha­rão como o sol, no Reino de Deus”. Aqueles que, neste mundo, buscarem fazer o bem aos semelhantes e cumprir os mandamentos divinos, serão, na Eterni­dade, Espíritos bons e dignos, seres felizes, belos e resplandecentes. Eis a recompensa que Deus destina aos Seus filhos bondosos e fiéis.


*


Entendeu, filhinho, a Parábola do Joio e do Trigo?
Medite bem nela. Seja no mundo a semente de trigo, crescendo sob as bênçãos de Deus, para se transformar numa espiga loura e bela. Seja um filho do Reino, sempre obediente à Lei Divina.
Não permita que as Forças do Mal — Espíritos das Trevas —, lancem no seu coraçãozinho o joio da rebeldia e da maldade, dos pensamentos pecamlno­sos e indignos.
Salomão já ensinava, há três mil anos: “Acima de todas as coisas que se devem guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios, 4:23).
É uma grande verdade, meu filho. Guarde o seu coraçãozinho para o Divino Semeador. Receba so­mente as sementes do trigo celeste, que são os ensi­nos de Jesus e as inspirações do bem.




Clóvis Tavares